sábado, 11 de Abril de 2009
Então e agora?
10º - Inglourious Bastards de Quentin Tarantino

8º - Sherlock Holmes de Guy Ritchie

7º - The Boat that Rocked de Richard Curtis






quinta-feira, 9 de Abril de 2009
domingo, 23 de Novembro de 2008
Filme novo, regras novas
Se ano novo é vida nova, então filme novo deve ter regras novas. Foi nesta máxima que os criadores da nova película de James Bond pareceram apostar. E se já Casino Royal havia servido para reinventar a série, Quantum of Solace apresenta-se decidido a romper com todos os clichés. Assim, vemos, pela segunda vez consecutiva, Daniel Craig na pele do agente secreto mais amado do grande ecrã, ainda com o coração partido do filme anterior, o que, efectivamente, justifica que James tenha dispensado dormir com a Bond Girl. Ou isso ou foi a falta de feminilidade de Olga Kurylenko que o fez pensar duas vezes. Já com a agente Fields não se colocou a mesma questão. Igualmente rejeitada foi a célebre frase “my name is Bond, James Bond”, que ao fim de mais de vinte filme, começava a perder o brilho.
No entanto, e no meio de todas estas novas políticas, há coisas que nunca mudam. Judi Dench é uma delas e, apesar de não termos a certeza do que o M significa, o certo é que a conscienciosa personagem volta a assumir o papel de maMã do agente.
Outro tesourinho da série é as suas sequências de perseguições que neste filme usaram tantos meios quantos possíveis. Desde a clássica corrida sobre quatro rodas até a ousada fuga de avião.
Mas a verdade é que nenhum filme é digno do nome se não tiver um vilão a séria. E se James Bond deixou de lado a Bond Girl, Dominic Greene não esteve para se fazer de esquisito. Um mau da fita cujo plano para dominar mundo passava por controlar as reservas de água não poderia, de forma alguma, estar destinado ao sucesso.
E é nesta nova embalagem que nos é trazido mais um filme do agente britânico, repleto de inovações, bem como de alucinantes sequências. Mas como tudo o que é de mais enjoa, há que lançar a questão: terá sido a montagem excessivamente ousada ou fui eu a única a não conseguir acompanhar convenientemente a perseguição de carro que abriu o filme?
domingo, 28 de Setembro de 2008
Porquê, Lucas, porquê?

Se já era estranho visualizar um sétimo episódio, pensar num sétimo episódio que, em vez de actores, tem bonequinhos é simplesmente absurdo. No entanto, sem actores que alinhassem no seu projectozito, é provável que ele não tenha tido outra escolha.
Seja como for, “Star Wars: A Guerra dos Clones” é uma história tanto isolada quanto irrelevante, já para não dizer desinteressante. Uma desculpa patética para fazer dinheiro, através de uma saga que já deu o que tinha a dar e deveria ter sido deixada em paz, em vez de humilhada, ao ser transformada num desenho animado para crianças. Na prática, este filme nunca será mais do que isso: uma versão infantil dos filmes de culto, destinada inteiramente aos mais pequenos. Sinceramente, mais valia ter deixado as criancinhas crescer para apreciarem, um dia mais tarde, o Star Wars no seu estado puro.
Este filme espelha o desespero de um realizador que, apesar de já ter rios de dinheiro, procura juntar mais uns cobres, sugando até ao tutano a única grande ideia (excluindo o American Graffiti) que teve em toda a sua carreira. Tinha feito melhor se tivesse ficado calado e quieto por uns tempos.
Agora, tudo o que resta às legiões de fãs defraudados é esperar que não seja dado seguimento a este sacrilégio, o que, na verdade, é bem provável que aconteça.
quarta-feira, 24 de Setembro de 2008
Quem espera... desespera
Expectativas...Basicamente, é a isso que tudo de se resume. O que levamos connosco sempre que vamos ver um filme? Expectativas. Mas será isso positivo? Quer dizer... quanto mais ouvimos falar de um filme, mais expectativas criamos e mais difícil será que o filme lhes corresponda. Nesse caso, terá de ser mesmo bom ou, então, ficará sempre aquém. Os Harry Potters, por exemplo, são uns livros que eu adoro e espero o ano todo pelos filmes. E, depois, o que acontece? Vou ao cinema e saio de lá a desejar que nunca tivessem adaptado a pequena saga. Convenhamos, o último filme (Ordem de Fénix) tinha uma acção que se movia em piloto automático.
Isto levanta outra questão. O que nos leva a procurar um ou outro filme? Aqueles anunciados em grandes cartazes, meses antes das suas estreias, ficam-te na memória e esperas que cheguem às salas de cinema para que possas desfrutar da sua magia. Entretanto, ouves falar da premiere londrina, contam-te a história e, inconscientemente, dás por ti a imaginar o teu próprio filme, fabuloso, extraordinário e, muito provavelmente, diferente daquilo que vais encontrar quando entrares na sala escura.
Será, então, melhor ver filmes dos quais nada ouvimos dizer e para os quais não temos quaisquer expectativas que possam ser desfeitas? Quanto menos sabemos de um filme melhor? Há algum tempo, fui ver a Golden Compass. Tinha visto o trailer e não me tinha impressionado particularmente. Quando saí da sala do cinema, estava absolutamente satisfeita com um filme que tinha ido muito além das minhas expectativas, simplesmente, porque eu não tinha nenhumas. Seria o filme assim tão bom? Eu diria que sim, dentro do seu estilo, mas esta é uma resposta guiada pela surpresa que ele gerou na minha pessoa.
Podemos, deste modo, considerar um filme de pequeno orçamento melhor do que uma grande produção, somente porque, dentro dos seus diferentes escalões, um nos impressionou e o outro nos desiludiu? São as nossas expectativas que fazem de nós espectadores exigentes e nos ajudam a distinguir os piores dos melhores? De facto, se temos grandes expectativas e, mesmo assim, o filme as ultrapassa, é, à partida, um bom sinal.
Estarão os filmes mais esperados sob maior pressão do que aqueles que deslizam subtilmente para as salas de cinema? Será que, quando dizemos que um filme foi péssimo ,não estamos simplesmente a tentar compensar uma esperança mal depositada?
Na minha opinião, os filmes dividem-se em duas categorias: os esperados e os que esperam. Na primeira categoria, estão os célebres cabeças-de-cartaz, os filmes que passamos a semana a anunciar que vamos ver, cujo o título invocamos orgulhosos aquando da compra dos bilhetes. Basicamente, são aqueles filmes que toda a gente ouviu falar e que, quer pelos actores, pelo realizador ou por toda a produção envolvida, são associados, de imediato, a algo de qualidade. Estão, assim, reunidas as condições para a criação de umas belas expectativas. E é esta a prova de fogo para qualquer grande filme. Vencer a sua própria popularidade, superando aquilo que dele era esperado. Nessa altura, sentimos-nos bem, como alguém que apostou num cavalo vencedor. Mas se, por outro lado, o filme ficar aquém, sentimo-nos defraudados, manipulados por uma indústria que se provou mais astuta do que nos havíamos previsto. Então, selamos a razão num compartimento à parte, deixamos os nossos ressentimentos virem ao de cima, impedindo-nos sequer de apreciar o que de bom aquele filme poderia ter. E dizemos coisas do género "foi o pior filme que eu já vi" ou, então, "não podia ter sido pior" (foi assim que me senti quando sai d'O Prisioneiro de Azkaban) e juntamos esse filme a nossa "hall of shame". Esta é a maldição pendente sobre os filmes esperados.
Já com os que esperam são outra história. Os filmes que esperam são aqueles que chegam ao cinema sem que ninguém tenha ouvido falar deles e, muitas vezes, saem da mesma maneira. Sabem de que filmes estou a falar? Aqueles que vemos quando todos os outros filmes estão esgotados e escolhemos quase ao acaso, somente para ocupar uma tarde de sexta, já de si condenada à inactividade. Assim, entramos na sala, preparados para passarmos pelas brasas. No final da película, mostramos-nos indiferentes à fraca qualidade do filme, enquanto dizemos, a nós próprios, "de que mais estávamos a espera?", e a questão fica por aqui. Onde não há expectativas não há desilusões. No entanto, se o filme for bom o suficiente para prender a nossa atenção, já ficaremos impressionados. Sairemos a dizer que foi uma verdadeira "revelação". Tudo porque encontrámos qualidade onde não esperávamos. Parecendo que não, é mais fácil para um filme destes impressionar a audiência, porque não tem que lutar para afugentar o fantasma da sua própria popularidade.
Uma coisa é certa. As expectativas estão sempre presentes, quer viciem ou ajudem os nossos julgamentos.